Ponte de Lima: Gaspar Martins na ribalta da política Limiana

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Gaspar Martins

Ponte de Lima tem assistido, nos últimos dois anos, à ascensão aos mais elevados limiares da ribalta política concelhia por mérito próprio de Gaspar Martins, o atual vice-presidente do município limiano, personalidade que um dia, partindo do espetro ideológico da esquerda democrática e a convite de Daniel Campelo, abraçou a causa de um partido o CDS-PP , organização que há muitos anos é, nas terras de Ponte, uma “frente eleitoral multicolor”, aberta à sociedade civil.

Tudo começou ainda antes do fragor do gongo eleitoral nas últimas “autárquicas”, com a elaboração das listas, onde o CDS-PP, baralhando tudo e todos, procedeu a uma renovação radical, deixando “cair” dois dos seus vereadores para introduzir dois jovens quadros locais, os quais têm desempenhado, em bom nível, as competências que lhes foram distribuídas.

Na ocasião, a imprensa local procurou a polémica entre os vereadores que saíram e aquele que a comunidade reconhecia como o “homem-forte” do CDS (Gaspar Martins). Apareceram então as entrevistas nos jornais, tribuna onde Gaspar Martins, de forma surpreendente, através de um modelo comunicacional eficaz e consistente, ou seja, ousado, direto, focado, sintético, sem filtros ― e sem ataques pessoais ―, sai com a sua imagem pessoal e política fortalecida.

UM POLÍTICO POPULAR E COMBATIVO

Nessa altura, Gaspar Martins disse ao que vinha e sublinhou, de forma clara, o seu pensamento político, que, emergindo como progressista, carismático, popular e combativo, contrasta com as tradicionais atitudes conservadoraselitistas de uma parte da oposição limiana, que, em todo o período do “pós 25 de abril”, nunca conseguiu conciliar a estratégia adequada com as pessoas certas para conquistar a Câmara Municipal.

Nos últimos meses, depois da polémica gerada à volta da construção dos novos Paços do Concelho ― obra destinada, entre outros objetivos, a dinamizar a economia local e a criar empregos, na linha das “teorias económicas de Keynes” ―, em que Gaspar Martins saiu mais uma vez vencedor (com Víctor Mendes, presidente da câmara, a dar uma singular lição de lealdade e de solidariedade, colocando-se a seu lado), alguns membros das forças da oposição, elegeram o vice-presidente como “o alvo a abater”, tendo sido produzidos, no altar da comunicação social, diferentes ataques ― sem contraditório ―, uns de forma direta, outros de forma dissimulada, mas todos com a fórmula mais primária ― o ataque pessoal ―, que, na maioria dos casos, não passam de réplicas esgotadas de “lugares comuns”.

A OPOSIÇÃO REFORÇOU O PESO POLÍTICO DE GASPAR MARTINS

Ao fazê-lo, a oposição reforçou o peso político de Gaspar Martins, uniu-o ainda mais ao seu eleitorado, libertou-o da imagem de um político de segundo plano e da chancela partidária, deu-lhe mais notoriedade e colocou-o no centro nevrálgico da agenda política do município limiano, onde a sua presença, em qualquer futura lista, partidária ou não, será sempre determinante, sendo certo que a sua performance política o isenta de gastos em outdoors

Gaspar Martins é um quadro oriundo do “mundo empresarial”, cultiva por gosto, no momento certo, um “discurso politicamente incorreto”, contrário à tradicional postura conservadora daqueles que ainda acham que um bom autarca tem de ser um “político-mangas-de-alpaca”.

Na esteira de Carlos Branco Morais, Defensor Moura ou de Alberto João Jardim, Gaspar Martins é um político que não verga nem quebra, é resistente e resiliente, é audacioso e intuitivo, e, sobretudo, em momentos especiais, adora uma boa polémica provoca-a, se for necessário ―, de onde sai sempre vitorioso.

A sua atitude de frontalidade, de combatividade, de estratega e do gosto que revela pela política, em contraste com a atitude moralista-conservadora de uma parte das forças da oposição, deixa estas baralhadas, as quais, para lhe responderem, envergam a habitual postura reativa, emaranhando-se nos labirintos das manobras táticas, esquecendo-se de, em tempo útil, conceberem a estratégia certa e promoverem a abertura das suas portas à sociedade civil.

Gaspar Martins é um “limianista” convicto, ama a sua terra com elevado fervor, é um cidadão-político empreendedor, e já demonstrou a sua convincente paixão por Ponte de Lima e o seu distinto sentido estético, nomeadamente nas obras de requalificação das margens do Lima, na pavimentação dos arruamentos e das Avenidas dos Plátanos e António Feijó, entre outros.  

3 COMENTÁRIOS

  1. ah ah ah ah Mas estará a falar do mesmo senhor que fugiu à justiça por causa de uns negocios de terrenos? Desta faceta do “limianista” não escreveu o Silva.

  2. Parabéns Adelino!!! O teu texto está a causar alguma urticária, por isso esgotaram nas farmácias de PL os anti-histamínicos!… Há muitos anos que nos habituaste a textos que só tu tens categoria para os escrever. Parabéns também à VALE MAIS – uma pedrada no charco em PL.

  3. Este só pode ser um artigo encomendado. Interessante sair de alguém que ainda há pouco dizia nas esplanadas de Ponte de Lima cobras e lagartos do agora elogiado senhor. Tão longe da realidade esgotou os analgésicos para a dor do estômago uns pelas náuseas outros por já não poderem mais de tanto se rirem da imaginação do autor .

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