Greve acabou. Normalização ainda durará algum tempo

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Greve acabou. Normalização ainda durará algum tempo

O ministro das Infraestruturas, Pedro Nuno Santos, destacou a “paz social” agora alcançada e o empenho de todas as partes no processo de negociações e admitiu que o país entrará agora num processo de normalização, que “durará algum tempo”. E, por isso, o processo de regresso à normalidade “não será imediato”.

Três dias de greve, vários constrangimentos num país que quase parou e uma derradeira reunião que durou mais de 10 horas. Foi este o cenário que levou à conclusão da greve dos motoristas de transporte de matérias perigosas, com o Governo a anunciar ao início da manhã desta quinta-feira que o sindicato e as transportadoras chegaram a um acordo.

“O que o Governo fez foi convidar as partes para que pudéssemos chegar a um acordo em matéria de serviços mínimos”, e não se tendo chegado a um acordo foram decretados os serviços mínimos. “Como não foram cumpridos foram decretados pelo Governo”, explicou o ministro, respondendo às críticas de que o Governo deu uma resposta atrasada à greve dos motoristas de transportes de matérias perigosas.

Hoje de madrugada, depois de uma reunião de cerca de dez horas que teve início na quarta-feira e que juntou em Lisboa representantes do Governo, do Sindicato Nacional de Motoristas de Matérias Perigosas (SNMMP) e da ANTRAM, tinha sido anunciado o alargamento dos serviços mínimos a todo o país, prevendo-se a realização de 40% das operações normais de abastecimento de combustíveis.

A greve dos motoristas de matérias perigosas começou às 00h00 de segunda-feira e foi convocada pelo SNMMP, para reivindicar o reconhecimento da categoria profissional específica.

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