Hotel de quatro estrelas vai criar 29 empregos em Vila Praia de Âncora

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Um investimento de quatro milhões euros, de um promotor local, vai fazer nascer em Vila Praia de Âncora, Caminha, uma unidade hoteleira de quatro estrelas que criará 29 postos de trabalho.

O aldeamento turístico “vai nascer num prédio rústico com cerca de 44 mil metros, ocupando menos de metade desta área e preservando as zonas próximas do rio e a vegetação a elas associada”.

A propriedade em causa fica na Rua da Valada, lugar de Telheira, em Vila Praia de Âncora.

Miguel Alves, presidente da Câmara de Caminha, adiantou que “o promotor é a Vale do Âncora – Empreendimentos Turísticos, com sede no concelho e criada para o efeito, sendo que a intenção da empresa é ter o projeto aprovado ainda este ano para poder arrancar com as obras de imediato”.

A autarquia explica que o novo hotel, que “deverá chamar-se Âncora – River & Nature, terá 51 unidades de alojamento, com capacidade para acolher 108 pessoas por dia, sendo suscetível de gerar um volume de negócios da ordem de 1,5 milhões de euros por ano”.

O novo complexo “terá ainda impacto no mercado de trabalho, com a criação de 29 novos postos de trabalho”.

A unidade hoteleira, “a construir de raiz, envolverá também espaços destinados à promoção de atividades complementares, favorecidas, como os promotores destacam, pela proximidade e relação com o rio Âncora, qualificando-se ao mesmo tempo a oferta turística do território e, referem, em especial a promoção da vertente de sustentabilidade e valorização do património natural e paisagístico”.

A maioria socialista, na Câmara de Caminha, aprovou a proposta de “reconhecimento de relevante interesse público municipal” ao investimento naquele empreendimento turístico, medida que terá ainda de ser submetida à apreciação da Assembleia Municipal.

“O sim da Câmara ao investimento é inequívoco e vem ao encontro do esforço que o município tem vindo a fazer na qualificação da oferta turística, com resultados oficialmente reconhecidos”, disse Miguel Alves.

“Estima-se que, anualmente, os 22 mil potenciais hóspedes e toda a dinâmica associada ao complexo possam fazer subir os proveitos do setor no concelho em cerca de 25%”, acrescenta a nota.

O reconhecimento de Relevante Interesse Público Municipal a atribuir ao empreendimento turístico “é necessário para a obtenção da parte da Reserva Agrícola Nacional (RAN)”, onde está previsto o hotel.

Para a atribuição daquele reconhecimento, a autarquia adiantou ter “considerado todos os aspetos envolvidos, nomeadamente a vocação e a aposta que tem vindo a ser feita na área do turismo, a que acresce ainda a relevância económica para o concelho”.

“O processo foi acompanhado por um estudo económico que demonstra o impacto altamente positivo deste investimento, quer na criação de emprego quer na dinamização da economia local”, sustenta o município.

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