JÁ TEMOS LIVRO DA HISTÓRIA DO ALVARINHO

0

Coordenada por Gonçalo Maia Marques, professor do ensino superior e especialista em vinhos, foi, nesta tarde de sábado, apresentado, no  Museu do Alvarinho (Casa do Curro), o livro “Alvarinho: Memória e Futuro”. Sala bem composta por, sobretudo, entidades envolvidas na obra e munícipes monçanenses convidados.

Como recordou José Emílio Moreira, Grão-Mestre da Confraria do Alvarinho, a obra tinha sido encomendada já em 2013 por este, anterior presidente da Câmara e que passou o testamento ao atual. No entanto, o anterior edil, que também colabora na obra, confessou que chegou a desanimar quanto à possibilidade dela “ver a luz do dia”.

“Está aqui uma boa obra”, reconheceu, porém, sublinhando que de Monção foi “o primeiro, o original, o genuíno” Alvarinho. Lembrou, ainda, que o repto de realizar a obra tinha sido, inicialmente, dirigido ao investigador monçanense Ernesto Português que, dado os seus afazeres, indicou Gonçalo e que este revelou o que dele se esperava, um trabalho notável.

Gonçalo Marques falou do apoio das instituições onde é professor – a Instituto Universitário da Maia (ISMAI) e  Instituto Politécnico de Viana do Castelo (IPVC) – , da autarquia monçanense e outras entidades e colaboradores.

CHEIO DE FUTURO

Quanto ao Alvarinho, sublinhou tratar-se de um ícone do território, um vinho “cosmopolita e intercultural” e “cheio de futuro”.

Anteriormente, o edil Augusto Domingues tinha-se referido aos 2 mil viticultores que a sub-região tem, à centena e meia de marcas que possui, os milhões de litros que produz e os 25 milhões de euros que representa na economia local. “Monção é a capital do Alvarinho“, garantiu.

Coube a Carlos Brochado, que foi professor de Gonçalo Marques, apresentar a obra, que elogiou, inclusivamente, a nível de apresentação e design, o que potencia a sua aquisição pelo público. Observou, no entanto, que a história do Alvarinho é “recente” e, acerca de episódios não muito distantes, opinou que há “poderes económicos que se sobrepõem”.

Quanto aos colaboradores do livro, notou que se tratavam de colaboradores da Comissão de Viticultura dos Vinhos Verdes, corpo docenete do ISMAI e IPVC e investigadores locais, facto que sublinhou. Também destacou a circunstância de se tratar da primeira publicação que se conhece acerca de uma monocasta.

No final, a convite do presidente da Câmara, os presentes participaram numa degustação/prova (do vinho) no Museu do Alvarinho.

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here