Opinião Luís Ceia | EUROPAC: Um excelente exemplo

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José Miguel Isidro, presidente do grupo Europac (Papeles Y Cartones de Europa SA) é um homem satisfeito com a fábrica de papel cartonado de Viana do Castelo. A antiga Portucel, designação pela qual ainda hoje é reconhecida pela grande maioria, adquirida pelo grupo Europac em 2005, é neste momento o quarto produtor europeu de papel cartonado.

O presidente do grupo, aquando da recente visita do Vice-Primeiro-Ministro, Paulo Portas, a esta unidade, na avaliação de um potencial investimento de 35 milhões de euros na área da qualificação ambiental, fez questão de manifestar publicamente a sua enorme satisfação pelo desempenho da “Europac Viana” …“é neste momento a empresa mais eficaz do grupo que presido”.

São boas notícias para o grupo Europac, para a Europac Viana que emprega 380 colaboradores directos, são boas noticias para o Alto Minho e também para o nosso País! Daqui saem 160 milhões de euros de exportações para vários países; é de extrema relevância não só para a economia regional mas também e muito para o país. Segundo informação da administração, a unidade de Viana logrou em 2013 a sua produção mais alta de sempre ao atingir as 364 mil toneladas.

Os accionistas, quadros e restantes colaboradores desta unidade estão de parabéns! Muito em particular aqueles que estão mais directamente ligados à unidade de Viana do Castelo. Os seus quadros dirigentes e restantes colaboradores, tiveram a capacidade de se enquadrarem na estratégia de um grupo internacional, fazendo um percurso de sucesso, que coloca a fábrica de Viana do Castelo como a unidade referência do grupo. E estamos a falar de um grupo que tem unidades espalhadas por Portugal, Espanha, França e Marrocos, que exportam os seus produtos para 30 países.

Obviamente que, quem defende as potencialidades deste território e das suas gentes, sente uma enorme satisfação e orgulho por a partir do Alto Minho e num contexto internacional tão competitivo ter tido não só a capacidade de resistir, mas muito mais, crescer e afirmar-se como empresa de referência do grupo. Eu pude presencia-lo in loco, ver e ouvir, a satisfação, o carinho e respeito com que D. Jose Isidre falava das performances desta unidade. Senti que neste momento no âmbito do grupo que preside seria neste momento a menina dos seus olhos.

São exemplos como este que devem ser divulgados, enaltecendo os méritos de quem soube acreditar e investir neste projecto e de quem o soube executar na perfeição. 

Com os mesmos colaboradores foi possível através da sua qualificação e estimulo motivacional aumentar significativamente os índices de produtividade, como referia D. Jose Isidre “…só foi necessário activar a ignição e esta gente correspondeu em pleno”. Muitas vezes o potencial está lá, quer os equipamentos, quer os colaboradores, o problema está na gestão estratégica, na orientação motivacional. Este é um exemplo para outras empresas e outros sectores, que é possível com o mesmos recursos fazer muito melhor, beneficiando todo o colectivo.

Com esta realidade catalisadora, é uma obrigação introduzir no discurso para a competitividade do Alto Minho, o termo fileira florestal. Centrada no desenvolvimento e preservação da floresta, esta definição, incorpora todas as actividades de valor ligados à floresta, a vertente produtiva e lazer mas também a protecção dos recursos endógenos que muito pode contribuir para as boas políticas de ordenamento do território. É imperioso aproveitar o efeito âncora desta unidade, para alicerçar e promover novos desafios dentro desta fileira!

A região agradece!

Luís Ceia, Presidente da CEVAL

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