MANUEL PINTO NEVES ////////// Ano Novo, Vida Nova

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Como ponto de partida para o meu primeiro espaço de opinião deste novo ano, peguei numa “receita” que me veio parar às mãos, vinda já não sei bem de onde, e aqui partilho com os leitores: “Tomar um grupo de irmãos / Ligados pela mesma fé / Unidos numa única esperança./ Juntar-lhes a mensagem de Cristo/ Deixar fermentar / Até nascer o Homem Novo. / Servir a quem tem fome e sede de justiça”.

Esse privilégio de passar de um ano para outro, concedido pelo tempo calendarizado, com o intuito de que possamos meditar sobre o passado e fomentar desejos positivos para o futuro, vulgarizou-se.

Porém, ao vulgarizar este acto, estamos a esvaziar o seu conteúdo original, cortando, assim, a sua consequência.

De qualquer modo, esta ilusão, da passagem do tempo, acaba por se tornar uma fugaz trégua na nossa louca refrega existencial. De repente, convencemo-nos que é possível, qual alquimia entre o fim e o princípio, que podemos transformar em novo o velho frustrante que fica para trás.

Cada um de nós (ou apenas alguns) fará uma atabalhoada recapitulação dos factos que preencheram o “ano velho” e, como se não tivesse nada a ver com eles, proferirá simples declarações de voto, quando deveria fazer, isso sim, os tão necessários e desejáveis compromissos de honra, que se juntassem a uma vontade colectiva de fazer mais e melhor.

E iremos continuar a correr, a passar pela “vida”, como se ela, um dia, não fosse parar, e, se calhar, sem termos deixado um pouco de nós para os nossos vindouros.

Que possamos concretizar o refrão de “Ano Novo, Vida Nova” e trazer para os nossos quotidianos o sentimento de que somos pessoas vivas caminhando para um tempo imortal.

Um novo Ano vai começar e cada um de nós deve acreditar que não é uma ilha solitária, antes uma imensa ponte de solidariedade e fraternidade.

Um Ano Novo cheio de venturas pessoais!

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