Margarida Sá: A jovem Barquense que ficou retida 83 dias em alto mar

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Margarida Sá, a jovem Barquense que ficou retida 83 dias em alto mar, devido à Pandemia, foi recebida nos Paços do Concelho, pelo Presidente da Câmara Municipal, Augusto Marinho, juntamente com o Vereador José Alfredo.

Residente na freguesia de Touvedo S. Lourenço, Margarida deu nota que, depois de algum tempo isolada em alto mar, no navio de cruzeiro onde trabalhava, este teve autorização para atracar no México, mas os passageiros acabaram por ser impedidos de desembarcarem uma vez que formalmente as fronteiras continuavam encerradas, à semelhança de outros países que empreenderam esta medida para conter o alastrar do COVID-19.

Segundo o município, “depois de quase cem dias à espera de autorização para pisar terra e regressar a Portugal, o Augusto Marinho, intercedeu junto do Ministério dos Negócios Estrangeiros para garantir o rápido repatriamento da jovem Margarida e garantir as condições mínimas enquanto estava no estrangeiro”.

Nesta visita a jovem agradeceu o apoio prestado e teve oportunidade de contar na primeira pessoa toda a aventura de regresso a casa, manifestando ainda vontade em voltar à sua atividade profissional, no ramo dos navios de Cruzeiro.

Na sua página de facebook, Margarida Sá foi dando conta do que lhe estava a passar. Este é apenas um relato impactante que a jovem divulgou na rede social; “Dia 22 de Maio desembarquei em Puerto Vallarta. Teria completado 83 dias sem pisar terra. Depois de todo um processo complicado de desembarque seguem-se voos longos e horas intermináveis de espera em aeroportos. Numa dessas horas em que o corpo já não aguenta o cansaço, a minha mochila é roubada em pleno aeroporto do México, rodeado de polícias e de câmaras. A mochila com tudo aquilo de mais precioso que eu tinha e com todos os meus documentos. Pra piorar dizem-me que não sabem se será possível sequer sair do país. Tinha comigo apenas Uma prova da polícia em que como fui roubada e Uma foto do passaporte no meu telemóvel. Estava em desespero. Faltavam-me ainda 3 voos pra chegar a casa e eu prestes a ficar retida no México. Depois de tantos entraves à minha chegada nos aeroportos, depois de muitas lágrimas derramadas, foi-me finalmente conseguido um voo direto para o meu país. Acabo de pisar solo português sem a minha mochila e pra melhorar, a minha mala também não chegou. Nunca saí tão despida de um aeroporto mas nunca foi tão bom estar de volta a casa e isso paga tudo. Melhores dias virão. Olá meu Portugal“.

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