MERCADO IMOBILIÁRIO E A GERAÇÃO “MILLENNIALS”

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No contexto actual, o mercado imobiliário caracteriza-se, cada vez mais, por uma oferta diversificada e acessível a todos os públicos através da internet. Deve ser, no entanto, tido em conta que, à semelhança do que acontece na tecnologia, também houve uma evolução no perfil dos compradores. Desta forma, é relevante concentra-nos nos clientes mais jovens, baptizados como a geração “Millennials”.

Esta geração, também conhecida como geração Y, são os jovens nascidos entre 1980 e 1996, pelo que estão nas fases da vida em que o consumo atinge os níveis máximos, uma vez que, nesta altura, começam a surgir necessidades como a compra de uma casa ou um carro.

Estes jovens são os primeiros nativos digitais e, como tal, grande parte do seu tempo é passado nos smartphones e computadores. Desde logo, pode prever-se a importância deste meio de comunicação nas suas vidas e o papel que ocupa na decisão de compra.

Todo o comércio passa pela internet, seja através dos sites das lojas ou através de websites especializados na comparação de preços de um mesmo artigo. Segundo um estudo da revista Visão, (http://visao.sapo.pt/actualidade/sociedade/2016-09-23-Millennials-A-geracao-que-vem-revolucionar-o-capitalismo)  mais de metade dos millennials, cerca de 55%, afirma que os comentários online de outros consumidores é um dos principais motivos que os levam a comprar, as recomendações feitas na redes sociais representam 26% e as coisas que vêem nos vídeos (youtube, vine, etc) 26%.

Por  outro lado, apesar de serem a geração com mais formação da história, a sua entrada no mercado de trabalho deu-se paralelamente a uma das maiores crises económicas mundiais, pelo que o seu reduzido poder de compra, devido à incerteza laboral atual, impede-os de fazer planos a longo prazo.

A grande maioria destes jovens opta arrendar uma habitação, porque esta opção permite-lhes iniciar uma nova etapa, tornando-se independentes do seu meio familiar e reduzir riscos. 

Assim, o seu consumo é mais racional, comparam preços e estão constantemente à procura de informação. Preferem menos compromissos e menos fidelização.

A grande maioria destes jovens opta arrendar uma habitação, porque esta opção permite-lhes iniciar uma nova etapa, tornando-se independentes do seu meio familiar e reduzir os riscos.

No que se refere à compra de uma habitação, a sua escolha está fortemente associada com a localização do imóvel e a proximidade de serviços. Devido aos condicionantes económicos, têm tendência a preferir casas em segunda mão nos centros urbanos e com boas ligações de transporte.

Este novo panorama, propiciou muitas mudanças no marketing do sector imobiliário e na relação dos agentes com os consumidores.

É importante adaptar e personalizar o marketing a cada pessoa, bem como, transmitir valores honestos, inovadores e criativos.

A estratégia de comunicação deve focar-se numa relação de confiança e optimismo. Os millennials estão habituados a obter toda a informação que precisam com apenas um clique, pelo que o setor deve apostar nas novas tecnologias, investindo sites intuitivos e funcionais, que disponibilizem as informações relativas aos imóveis de forma clara.

Neste sentido, os consultores imobiliários devem procurar permanecer em contacto com os seus clientes, acompanhando-os durante todo o processo, dando resposta às suas necessidades e resolvendo as dúvidas que surgem, apoiando-os tanto na negociação, como nos serviços de pós-venda.

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Segundo dados da APEMIP, no ano passado foram vendidos em Portugal 127 106 imóveis. No entanto, com a construção em queda, a compra e venda de casas faz-se da reabilitação de imóveis já existentes. No ano passado, 83% das vendas disseram respeito a imóveis usados e apenas 17% eram construções novas. 
Só no quarto trimestre do ano, como revela a Associação dos Promotores e Mediadores Imobiliários, houve uma quebra de 5,3% no número de imóveis novos face ao mesmo período de 2015. Por outro lado, os alojamentos existentes tiveram um aumento de 20%. 
Em 2016, por exemplo, foram vendidas 21 604 casas novas para as 105 502 já existentes, como mostra o gráfico acima. 

Vendas

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