MILITARES DA GNR ALVO DE TENTATIVA DE ATROPELAMENTO EM CERVEIRA

VILA NOVA DE CERVEIRA / ALTO MINHO

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Dois militares da GNR do Comando de Viana do Castelo foram vítimas de tentativa de atropelamento, ontem durante uma ação de fiscalização realizada na ponte internacional de Vila Nova de Cerveira.

O incidente ocorreu quando os militares deram ordem de paragem a uma viatura, que se viria a confirmar ser furtada, e possuir matrícula falsa, e onde seguia “um casal, de nacionalidade portuguesa, com idades entre os 30 e 40 anos”.

Segundo aquela força policial “após ter desobedecido à ordem de paragem e da tentativa de atropelamento de dois militares, a viatura encetou uma fuga em direção a Espanha”.

Perseguido por uma viatura da Investigação Criminal o veículo acabou por ser interceptado.

OPERAÇÃO MULTIFACETADA, VERSÁTIL E MUSCULADA

O incidente, do qual não resultaram feridos, ocorreu ontem à tarde durante a Operação Fronteira Segura, realizada durante todo o dia pelo Comando Territorial da GNR de Viana do Castelo nas cinco pontes internacionais que ligam os concelhos de Vila Nova de Cerveira, Valença, Monção, e Melgaço à Galiza.

Os militares da GNR fiscalizaram ainda a ligação fluvial entre Caminha, e a localidade galega de La Guardia, assegurada por ‘ferryboat’, e a zona transfronteiriça do Lindoso, no concelho de Ponte da Barca.

O troço entre Viana do Castelo e Valença da ligação ferroviária entre a cidade do Porto e Vigo, na Galiza, assegurada pelo comboio Celta foi também alvo da operação que fiscalizou ainda as ligações regionais entre a freguesia de Barroselas, em Viana do Castelo, e a cidade de Valença.

A ação, decidida pelo Comando Operacional da GNR e que tinha como objetivo a prevenção e repressão de atividades ilícitas, envolveu 115 militares daquela guarda, e quatro inspetores do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) de Viana do Castelo.

Em declarações à agência Lusa, o Tenente Coronel António Melo, responsável pela operação, explicou que se tratou de uma ação “surpresa”, com o objetivo “de mostrar o compromisso que a GNR tem para com a população da região, garantindo a segurança de pessoas e bens”.

“Foi uma operação multifacetada, versátil e musculada, realizada em determinados locais de forma a criar instabilidade a quem comete ilícitos criminais”, sustentou.

Durante aquela ação, a GNR “fiscalizou 2.781 pessoas e 498 bagagens, que resultaram na elaboração de dois autos de crime por condução sem habilitação legal, seis autos de contraordenação, e duas detenções.

No decurso daquela ação “foram fiscalizados seis cidadãos de origem francesa, cinco tunisina, chinesa, e quatro marroquina, que levantaram dúvidas quanto à sua legalidade documental, mas que não se confirmaram”.

Foram ainda “efetuadas duas buscas, uma domiciliária, e outra a veículo, propriedade de homem de 43 anos, suspeito da autoria de um furto a um estabelecimento de comercialização de componentes automóveis, em Vila Nova de Anha, Viana do Castelo, tendo sido recuperado diverso material avaliado em cerca de 2.000 euros”.

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