Ministro do Ambiente em Viana para falar de hidrogénio, lítio e “Coutinho”

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“O hidrogénio como estratégia com vista à neutralidade carbónica: o papel do poder local” foi o tema para um seminário que, ontem à tarde, decorreu em Viana do Castelo e teve a presença do ministro do Ambiente, Matos Fernandes.

Numa organização conjunta da CIM Alto Minho e do Politécnico de Viana do Castelo (IPVC), o seminário acontece no Auditório Professor Lima de Carvalho e tem como propósito “Debater o papel do hidrogénio no cumprimento do objetivo de alcançar a neutralidade carbónica até 2050“.

O encontro registou também a presença do governante, do presidente do Conselho Intermunicipal da CIM Alto Minho, bem como com especialistas e oradores convidados de empresas e autarquias. O seminário enquadra-se no objetivo da Comissão Europeia em tornar a Europa a economia pioneira a alcançar a neutralidade carbónica até 2050.

Divulgar a utilização das tecnologias associadas ao hidrogénio, nomeadamente a sua produção através das energias renováveis, o transporte, o armazenamento e a sua conversão em energia elétrica foram objetivos deste encontro, dirigido a um conjunto de stakeholders regionais – em particular aos responsáveis municipais pelas áreas da energia, ambiente e transportes, assim como a empresas de transporte coletivo e a empresas de energias renováveis.

Na ocasião, o ministro alertou para a necessidade de existir uma grande capacidade para o armazenamento de um conjunto delas e algumas ainda estarem a ganhar maturidade. Neste contexto, o hidrogénio está a emergir.

LÍTIO

Falando aos jornalistas que estavam a gravar as suas declarações em aparelhos como telemóveis, notou que, se não existisse lítio, isso não seria possível.

“O lítio é fundamental para a transição energética e Portugal é um pais que tem a sorte de o ter num momento em que o lítio tem grande procura no mundo, há um potencial de existência de lítio de grande dimensão. Por isso, foram definidos 12 locais onde poderá ter grande expressão”, observou. Deu conta, também, que desses 12, três foram excluídos porque estavam em áreas protegidas ou em parques naturais. Dos restantes nove, existem pequenos locais como da Rede Natura 2000 na Serra de Arga e por isso vão ser retirados do concurso que deverá ser levado a efeito e de que ainda se está “longe”

Matos Fernandes sublinhou, porém, que o lítio é um metal absolutamente fundamental para a descarbonização. Não se pode “falar em emergência climática e pensar e agir a carvão e petróleo”, observou.

Explicou, ainda, que, relativamente ao lítio, “quando se chama mina a céu aberto, é uma forma estranha de dizer pedreira. O que acontece é a retirada e desmonte da pedra que depois é transportada para outro onde é efetuada a refinação”

PRÉDIO COUTINHO

Quanto à questão do Prédio Coutinho, o ministro também disse ontem que os últimos moradores no prédio Coutinho vão ser processados pelos custos causados ao Estado.

“Estamos a fazer a conta de quanto é que está a custar à sociedade VianaPolis desde outubro de 2016. Não poderemos deixar de interpor uma ação judicial para sermos ressarcidos do custo que estamos a ter com a manutenção da sociedade VianaPolis”, afirmou Matos Fernandes.

No edifício restam agora nove moradores, cujo despejo esteve previsto para dia 24 de junho, na sequência de uma decisão do Tribunal Administrativo e Fiscal de Braga (TAFB) que declarou improcedente a providência cautelar movida em março de 2018.

No entanto, os moradores recusaram sair. Na segunda-feira, o Tribunal Administrativo e Fiscal (TAF) de Braga aceitou a providência cautelar movida pelos últimos moradores do prédio, ficando assim suspensos os despejos.

O ministro do Ambiente explicou que “desde outubro de 2016 foram tomadas as últimas decisões, em favor da VianaPolis”. “Tudo o aconteceu a partir daí foram prolações propostas por estes senhores moradores”, asseverou.

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