Nasceu em Ponte de Lima a “Vila dos Afetos”

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Presidente da República inaugurou-a

O Presidente da República (PR) dedicou o dia 10 de setembro de 2016 a Ponte de Lima — a já nossa conhecida vila “velhinha e moça” de Jaime Cortesão —, no ano em que as festas concelhias, as Feiras Novas, cumpriram os seus 190 anos de vida e no dia em que o património cultural e etnográfico limiano esteve em evidência, com o desfile de gala do Cortejo Etnográfico.

Apoteótica, épica, triunfal, homérica, retumbante, memorável, apaixonante — estes poderiam ser alguns vocábulos imperfeitos, escolhidos para descrever, de forma sincopada mas sempre incompleta, a visita que Marcelo Rebelo de Sousa (MRS), o nosso Presidente da República, fez a Ponte de Lima (PL), em dia de Feiras Novas.

Não se encontram vocábulos, mas também não existem paletas, pigmentos e artistas que nos permitam glorificar e exaltar, com narrativas de estética expressiva, com pinceladas multicolores ou com desenhos precisos, as matizes luzentes do envolvente calor humano, os graciosos cambiantes da ardente energia, as brilhantes tonalidades do genuíno humanismo, os intensos coloridos da viva generosidade, os luminosos esmaltes da arrebatadora mobilização de um povo, em torno de uma esperança coletiva, — tudo isto transmitido pelo nosso PR, na mítica visita, numa aura de afetuosidade e ternura de intensidade ofuscante.

Mas, felizmente para nós, as vetustas “kodaks”, hoje em formato digital, dão-nos um registo impressivo e plástico dos fantásticos e apoteóticos momentos da inaudita — e já lendária — visita, que a “palavra” e a “paleta” não conseguem alcançar.

NASCEU UM NOVO E INOVADOR MUSEU MILITAR 

A primeira grande intervenção do PR ocorreu no centenário Paço do Marquês, que serviu de palácio dos antigos alcaides-mores e dos marqueses de Ponte de Lima, local onde o PR inaugurou, já depois das 12 horas, um novo e inovador Museu Militar — a merecer uma visita detalhada.

Junto à estátua da fundadora da centenária vila — D. Teresa —, o PR foi recebido pelos representantes das entidades oficiais, estando igualmente presente um convidado especial de PL, o Chefe do Governo do Principado de Andorra, Antoni Martí Petit.

Tudo isto, sob a “batuta” do Presidente da Município limiano, Victor Mendes, que — sublinhe-se — em simpatia e afetuosidade esteve à altura do nosso PR.

Mas, o “cortinado” que serviu de fundo à receção ao PR foi a imensa paisagem humana constituída pelo povo anónimo — centenas de milhares —, proporcionando um ambiente de intenso e genuíno calor fraternal, deixando desde logo adivinhar o grandioso “banho de multidão” e a vibrante “explosão de afetos” que, horas depois, viriam a atingir o seu apogeu.

MARCELO RECEBIDO EM APOTEOSE 

Ainda antes das 16 horas, MRS “mergulhou” no âmago da festa — como só ele o sabe e pode fazer — e percorreu, a pé, mais de um quilómetro, metro a metro, até à tribuna instalada na Avenida António Feijó, sempre na companhia do Chefe do Governo de Andorra, bem como de Victor Mendes, entre muitos outros, que não escondiam o deslumbramento pelos momentos maravilhosos e fantásticos a que estavam a assistir.

Marcelo teve de “largar as amarras” da segurança e “rasgar caminho”, em constante aclamação, pelo meio de muitos milhares de pessoas, gente do povo que tudo fez para o ver, tocar (sim, tocar), cumprimentar, dirigir uma palavra (Senhor Presidente, eu sou de Celorico!), enviar um incentivo (Senhor Presidente, continue assim!), emitir um “viva” (“Marcelo! Marcelo!”), fazer um comentário (“Olha, ele com o bebé!”), deixar um desabafo (“Já posso morrer! — diz uma limiana, depois de surpreendida com um abraço do PR), manifestar a sua admiração (“Para a próxima voto Marcelo! — afirma alguém rendido à simpatia do PR) e tirar uma “selfie” (Senhor Presidente, olhe para aqui!).

Impressionante! A todos — mas mesmo a todos — Marcelo respondeu: se não foi com uma “selfie”, com um genuíno cumprimento de mão, com um beijo carinhoso, com um abraço caloroso, ou mesmo com uma pequena conversa, sempre com a palavra certa para cada ocasião (“É a tua namorada? — pergunta a um jovem”), fê-lo com um sorriso rasgado, muitas vezes com um olhar de emoção, com gestos expressivos de cumprimento, acenando para a sua esquerda, a sua direita, mas também para o povo debruçado nas janelas, assim como se conhecesse um por um e todos ao mesmo tempo.

MARCELO INAUGUROU “A VILA DOS AFETOS”

Já depois das 16 horas, o PR presidiu ao tradicional Cortejo Etnográfico, a partir da tribuna de honra.

À hora do Cortejo, já todos haviam percebido que os “astros estavam totalmente alinhados” para a criação — num dia que ficará gravado na memória coletiva — de um “casamento” indestrutível, entre o PR e o povo vindo de todo o noroeste peninsular. Mas faltava o teste final. Como é que reagiriam os participantes no Cortejo, perante as instruções para ninguém parar frente à tribuna, para que o desfile seguisse sempre a mesma cadência?

Pois! Mas no Cortejo ia o povo — aquele povo que adora Marcelo — e nenhuma freguesia cumpriu o prometido. Não cumpriu — e ainda bem —, porque assim assistimos a mais uma grandiosa demonstração mútua de afetos e de ternura.

No meio de uma alegria indiscritível, centenas de participantes mimosearam o PR, ao longo de mais de três horas, com uma gigantesca exteriorização de afetos, simpatia e estima, sendo consensual, entre todos os presentes, que Ponte de Lima organizou a maior e mais afetuosa receção desde que MRS é Presidente da República.

Avassalador! Cumprimentos, “selfies”, beijos, abraços, sorrisos, braços no ar, “comes e bebes” (as tigelas sempre a correr), lembranças das mais diversas freguesias, tudo isto foi proporcionado a MRS, mas, para júbilo te todos, o Chefe de Estado não se confinou a ser um simples e estático “padrinho” do Cortejo, tendo retribuído com “doses” inestimáveis de afeto, de carinho e de alegria, porventura numa quantidade nunca vista em Ponte de Lima.

É caso para afirmarmos, com justeza, que depois da inauguração do Museu Militar, o PR “inaugurou”, com grande esplendor, a “vila dos afetos”, 891 anos depois de D. Teresa ter fundado a vila que tanto estimava. Afinal, em Ponte de Lima não esteve apenas MRS no seu melhor, mas também o inigualável “Presidente dos afetos”.

Marcelo transformou um evento formal e tradicionalmente “cinzento”, num interminável e triunfal momento festivo e numa visita pautada por uma colossal explosão de cor, de alegria, de ternura, de fraternidade e de afetos.

Tudo aconteceu perante um contentamento contagiante de Victor Mendes, Gaspar Martins e restante equipa de vereadores e da própria Comissão de Festas, com destaque para a sua presidente, Ana Maria Machado — que ficarão nas memórias limianas como os obreiros destes momentos inolvidáveis.

Em dia de Feiras Novas, MRS conquistou, na “vila dos afetos”, um lugar cimeiro no coração do povo limiano. Foi um encanto vê-lo a irradiar simpatia, fascinado, na mais perfeita comunhão e cumplicidade com o povo, nos percursos que fez a pé ou na tribuna de honra. Comovente!

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