“Ó Evaristo tens cá disto?”

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A tirada imortalizada pela dupla Vasco Santana- António Silva do hilariante “Pátio das Cantigas” serve-nos de mote para um tema fundamental na oferta turística de qualquer destino: os guias sejam eles em papel ou versão eletrónica. Temos cá disto no Alto Minho?

Tal como na drogaria do senhor Evaristo, as regiões de turismo podem e devem disponibilizar informação aos potenciais visitantes que seja útil, escrita em linguagem acessível, esteja facilmente disponível e que também consiga surpreender um ou vários públicos-alvo a quem se destine. Não sendo linguagem publicitária (ou por vezes panfletária) de algumas agências de viagem, um bom guia tem que ser capaz de suprir a ausência do fator humano, que só um bom guia turístico experimentado e conhecedor da região pode oferecer. Bons guias turísticos no Alto Minho? Evaristos há poucos, senhor Turista, mas essa é outra conversa que abordarei numa outra oportunidade.

Com o ‘boom’ dos smartphones, em particular nos últimos cinco anos, a tendência é a de produzir guias e roteiros para Android e IOS que sejam capazes de acompanhar os gostos de gerações mais novas como a do Milénio, nascida nos anos 80 e habituada a lidar com os gadgets, com um gosto por viajar e descobrir os destinos por sua conta.

Uma pesquisa rápida na Playstore do Google fornece um número interessante de aplicações centradas no turismo na nossa região, que vai desde os trilhos pedestres no Gerês, às tascas no Alto Minho, aos parques de campismo disponíveis ou mesmo a um roteiro que inclui as vilas amuralhadas de Melgaço, Monção e Valença do lado português do rio Minho. Quer seja em offline ou online (consulta sem ou com ligação à Internet), estas e outras aplicações têm como grande vantagem falar a linguagem multimédia destes novos viajantes, seduzindo pela qualidade das imagens, sugestões de percursos e pelo aguçar da curiosidade.

Enquanto o mercado eletrónico dá os primeiros passos no Alto Minho, o nosso Evaristo coloca o seu produto nas prateleiras da drogaria. Mas surge uma dúvida: e se o melhor não estiver na linha do olhar do cliente? Pois bem, há que dizer ao Evaristo para pôr o melhor ao alcance da vista! Remexendo nas prateleiras dos guias existentes por cá, encontrei três belos exemplos de publicações que merecem estar em qualquer montra. Estão todos eles disponíveis para consulta no site da Comunidade Intermunicipal de Minho e Lima, existem para em versão papel e também em formato ebook e PDF. ( HYPERLINK “http://www.cim-altominho.pt” http://www.cim-altominho.pt).

© DIREITOS RESERVADOS

O primeiro (“Alto Minho: Um mundo de experiências de natureza”) é um guia sobre atividades relacionadas com turismo de natureza e é um exercício interessante para congregar as ofertas disponíveis ao turista, desde o todo-o-terreno ao caravanismo e rafting.

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O segundo (“Um olhar sobre o Alto Minho”) é um álbum fotográfico da autoria de António Sá, que tem o condão de emocionar quem o vê a 1.ª, 2.ª, 3.ª até à enésima vez!

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Por último, destaco o livro de esboços e aguarelas de Carlos Basto (“Pelo Alto Minho – Sketchbook”, que percorre com os seus pinceis e canetas detalhes (ir)repetíveis do nosso Alto Minho. Sem que se constituam substitutos ao guia turístico de carne e osso, estas e outras publicações merecem ser conhecidas e reconhecidas como expoentes de uma valorização do território que é o nosso. Para que o nosso Evaristo possa responder com toda a propriedade à gozão interpretado por Vasco Santana “Tenho cá disso e muito mais! Abre o olho, ó Narciso!”

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