‘O PIOR DIA DO ANO’ TROUXE INCÊNDIOS AO ALTO MINHO

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Monção, Melgaço e Valença foram, este fim-de-semana passado, fustigados com incêndios de grandes dimensões que se tornaram incontroláveis e que deixaram, por onde passaram, um rasto de destruição.

Em Monção, município mais afetado por este flagelo os incêndios começaram às 20h21 de sábado. Só hoje, segunda-feira, às 08h20 é que foi controlado.

Houve idosos retirados dos lares de Barbeita e Merufe e transportados para o pavilhão municipal de Monção, arderam casas, animais, campos de cultivo, vinhas, etc..

Os jogos de futebol que se iriam disputar em diversos campos deste concelho foram adiados.

Só durante a última madrugada com um aumento da humidade e com o vento a acalmar é que foi possível controlar os incêndios.

Aqui, quatro bombeiros sofreram ferimentos ligeiros.

Em Melgaço o incêndio que reacendeu às 11h28 de domingo foi dado como extinto às 07h00 de hoje. Esse incêndio teve início no sábado cerca das 23h30, foi dado como extinto na madrugada de domingo e reacendeu, às 11h28, em Roussas.

Manoel Batista, autarca local, explicou que durante o dia de domingo e a madrugada de hoje “a evacuação das aldeias de Cavaleiro Alvo e Lobio, Roussas chegou a ser equacionada”, mas os bombeiros conseguiram travar as chamas.

“Não há habitações afetadas pelo fogo, nem vítimas a lamentar”, afirmou.

Em Valença, o fogo deflagrou às 13h21 na freguesia de Ganfei, passou para Sanfins, onde lavrou em zona de mato e pinhal, e atingiu Verdoejo.

“Mais de uma dúzia de casas foram salvas, em Verdoejo”, explicou o presidente da Câmara.

“A prontidão dos meios humanos e materiais dos bombeiros e sapadores florestais, apoiados pela população que disponibilizou tratores e cisternas foi fundamental para salvar mais de 12 habitações, situadas junto à Estrada Nacional (EN) 13”, afirmou Jorge Mendes.

O presidente da Câmara de Valença adiantou que o dispositivo no terreno continua a ser “insuficiente apesar de reforçado com operacionais de Ponte de Lima e Vila Praia de Âncora (Caminha) “.

“Estamos a falar de 32 homens, entre bombeiros e sapadores florestais e dez viaturas. É pouco, mas não há mais meios”, destacou.

No entanto, não foi apenas o Alto Minho a ser atingido pelos incêndios. Em Portugal o balanço oficial da Proteção Civil dá conta de 31  vítimas mortais e três pessoas desaparecidas, uma delas um bebé de um mês, em Tábua, Coimbra.

Segundo a Autoridade Nacional de Proteção Civil (ANPC), as mortes foram registadas nos distritos de Castelo Branco, Viseu, Guarda e Coimbra. Este é, aliás, o distrito onde se registam 11 vítimas mortais: duas em Vale Maior (Penacova), cinco no concelho de Oliveira do Hospital, uma em Cerdeira (Coja), duas no concelho de Tábua e uma em Arganil. No entanto, Viseu é, até agora, o distrito onde se regista o maior número de mortos: quatro em Vouzela, uma em Nelas, cinco no concelho Santa Comba Dão, uma em Carregal do Sal, três em Tondela, e ainda uma vítima na A25.

Este foi o “pior dia do ano” no que diz respeito aos incêndios, e assim foi classificado pelas autoridades.

PS: A Vale Mais deixa uma palavra de ânimo e encorajamento a todas as famílias e populares que durante o fim-de-semana lutaram, junto aos bombeiros, para defenderem as suas casas e os seus pertences.
Que das cinzas se façam mais fortes. 
Situação dos incêndios no Alto Minho.
Rescaldo dos incêndios no Alto Minho

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