OPINIÃO: O ANO DA BICICLETA

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Em tempo de pandemia de Covid-19 a bicicleta ganhou novos entusiastas, nomeadamente nas zonas urbanas, como modo seguro de deslocação, assegurando as distâncias físicas, mas também como um modo alternativo ao uso do automóvel e dos transportes públicos.

Ir de bicicleta para o trabalho em muitas vilas e cidades da europa já é habitual. Mas em Portugal, apesar de cada vez mais gente estar a optar pela bicicleta como modo de deslocação citadina, ainda há muito a fazer.

Seja por conveniência ou como passatempo, andar de bicicleta é uma prática que tem aumentado a nível mundial. Por isso, a Organização das Nações Unidas, reconhecendo a bicicleta como um meio de transporte acessível, fácil e sustentável, criou em 2018 o Dia Mundial da Bicicleta, que se comemora a 3 de junho.

No mesmo sentido, também a Organização Mundial de Saúde declarou a bicicleta como uma solução vantajosa para a saúde pública.

Andar de bicicleta para muitos é um prazer de fim de semana, para outros é um modo de transporte. Mas na verdade, a bicicleta serve o ser humano desde o século XIX como meio de transporte. 

De facto, andar de bicicleta tem muitos benefícios e poucas desvantagens. Faz bem à saúde, é económico e é amigo do ambiente, para além de transmitir um sentimento de liberdade. Como desvantagens, para além das questões relacionadas com a segurança do ciclista e da bicicleta, é a falta de corredores próprios para ciclistas ou estacionamento. Daí a urgência em planear a mobilidade sustentável com um novo olhar na reorganização do espaço urbano.

É neste contexto, que, no passado Dia Mundial da Bicicleta, o Grupo Parlamentar do Partido Socialista apresentou um Projeto de Resolução, do qual sou subscritor, que recomenda ao Governo que reforce os incentivos do Estado ao uso das bicicletas e que acelere a execução da Estratégia Nacional de Mobilidade Ativa Ciclável 2020-2030.

E que pondere a definição e desenvolvimento de uma Rede Nacional de Ciclovias de âmbito local, regional e nacional, promotora da mobilidade suave contínua, conexa, segura e inclusiva.

E ainda que pondere e avalie o aumento da comparticipação e do número de aquisições de bicicletas convencionais ou com assistência elétrica no âmbito dos avisos do Fundo Ambiental.

O Alto Minho tem uma das melhores redes de ciclovias do país, por isso, permitam-me que deixe um desafio: aproveitemos a pedalada do desconfinamento para andar de bicicleta, seja convencional ou elétrica, para conhecer melhor o nosso território!

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