Os “Água-Arriba” voltaram ao Lima

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Os “Água-Arriba” voltaram ao Lima. Já navega nas águas plácidas do Lima um imponente exemplar dos nobres veleiros que durante séculos subiam e desciam as águas remansosas do velho Lethes — os vistosos “água-arriba” — transportando pessoas e carregando as mais variadas mercadorias (madeira, vinho, carvão, cal e outras).

A iniciativa partiu da edilidade limiana, com vista “a promover o turismo náutico e as atividades pedagógicas ligadas à história do comércio fluvial no Rio Lima, e da preservação ativa da tradição, património e cultura limiana”.

A construção da embarcação foi da responsabilidade de Manuel Rocha (Caninhas), um ex-emigrante natural de Lanheses, desde sempre um apaixonado pelo Lima e que se tem dedicado à atividade de calafate, cujas técnicas de construção aprendeu das gerações anteriores.

O “água-arriba”, com capacidade para transportar 30 pessoas, tem um comprimento de 15 metros e encontra-se provido com o seu altivo mastro, ao centro, e com o seu delicado leme, à retaguarda.

Recorde-se que os “água-arriba” foram os sucessores das caravelas portuguesas, que, depois das transmutações hidromorfológicas do Lima, deixaram de navegar rumo à Irlanda e aos portos do Mediterrâneo, a partir do movimentado porto fluvial da vila limiana.

Ponte de Lima já registou para a posteridade, através de sumptuosos monumentos, e em locais priviligiados, o “tocador de concertina”, o “mundo rural” e “o folclore”, chegando agora a vez dos lendários “água-arriba”, mas também dos seus timoneiros: os “Barqueiros do Lima”, ou, como a Vale Mais já os designou, os “Almirantes do Lima”.



Notícia Vale Mais

Tradicional barco de água-arriba voltou às águas do Rio Lima

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