PRIMEIRO-MINISTRO EM INAUGURAÇÕES E VISITAS NO ALTO MINHO

VIANA PAREDES DE COURA CAMINHA

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O primeiro-ministro, António Costa, está no Alto Minho. Ontem esteve em Viana do Castelo e Paredes de Coura. Já hoje, de manhã, inaugurou a nova Biblioteca Municipal de Caminha.

Na manhã de ontem lançou a primeira pedra de dois projetos empresariais de multinacionais francesas nas zonas industriais de Neiva/Alvarães e Lanheses, no concelho de Viana do Castelo. Esteve, ainda, na West Sea, estaleiros navais que “sucederam” aos ENVC. António Costa testemunhou a assinatura de um contrato de financiamento de 9 milhões de euros para um investimento global de 26 milhões que a Douro Azul vai fazer na construção de dois navios-hotel no estaleiro vianense.

Relativamente aos projetos nas zonas industriais, representam 170 postos de trabalho diretos e um investimento de 27 milhões de euros, numa primeira fase, conforme nos referiu fonte do município vianense.

Na zona industrial do Neiva/Alvarães, vai nascer o novo projeto industrial da Howa Tramico, que estará em funcionamento já em 2017 e criará cerca de 70 postos de trabalho. Trata-se de um grupo internacional com presença em 13 países onde emprega cerca de três mil postos de trabalho na fileira dos componentes para automóveis, que vai agora construir uma unidade em Alvarães, num terreno com mais de 25 mil metros quadrados.

Esta nova unidade dá seguimento ao processo de crescimento e consolidação da empresa e representa um investimento de cinco milhões de euros, prevendo gerar um volume de negócios de cerca de 12 milhões de euros por ano e criar cerca de 70 postos de trabalho. Com uma área coberta de 7500 metros e uma reserva de terreno de mais 5000 metros quadrados para a construção de uma nova unidade, a nova fábrica vai produzir produtos têxteis e espumas para isolamento térmico e acústico dos tejadilhos e painéis laterais para portas de automóveis, produzindo para as principais marcas de automóveis.

Em Lanheses, lançou a primeira pedra da Eurosyle Systems Portugal, num investimento estimado de 22 milhões de euros nas duas fábricas, deverá atingir os 102 postos de trabalho diretos em 2019.

Nascida em 1986, está hoje espalhada por vários países, desde França à Rússia. Emprega cerca de 1500 pessoas e trabalha para as principais marcas automóveis. Em Viana do Castelo, a nova fábrica deverá começar a trabalhar em Março de 2017 em duas fases: a primeira fase (Maio de 2016 a Janeiro de 2017) está prevista para um terreno com mais de 17 mil metros quadrados e um investimento de 10 milhões de euros e a segunda fase (em 2018) num terreno de mais de 23 mil metros quadrados e um investimento de oito milhões de euros.

Na oportunidade, António Costa aproveitou para, também, exprimir as suas condolências pelo atentado registado em Nice, na quinta à noite.

Uma nota, ainda para a presença de Ana Paula Vitorino, ministra do Mar, que afirmou  que até 2018 vão ser criados novos acessos rodoviários e marítimos ao porto de Mar de Vjana. Serão, de acordo com a governante, investidos 35 milhões de euros:  na obra no acesso marítimo ao porto que permitirá entrada e saída de navios com até oito metros de calado, quando atualmente o acesso está limitado a, no máximo, três metros e meio (14 milhões), uma doca seca (11 milhões de euros) e os acessos rodoviários (10 milhões. As obras, adiantou, deverão estar concluídas em 2018.

PAREDES DE COURA

Em Formariz, Paredes de Coura, visitou as instalações do grupo Kyaia. “Ao longo das últimas  (…) houvemuitas empresas que acabaram, mas as foi a partir dos setores tradicionais que nós tivemos uma evolução muito significativa”, referiu durante esta visita registada em dia de tempareturas elevadas e de sol abrasador.

“Temos aqui [na Kyaia e na marca Fly London] uma situação que é verdadeiramente exemplar. Tanto na inovação como no seu sucesso internacional”, apontou. Já o chefe do município courense, Vítor Paulo, defendeu a vitalidade existente na região e que o país está a dar passos positivos.

O grupo Kyaia foi fundado em 1984, em Guimarães. Em 1989,  estendeu-se ao Paquistão e também à zona de Paredes de Coura. Emprega perto de 500 trabalhadores e volume de negócios ultrapassa os 32 milhões de euros.

CAMINHA

Entretanto, já hoje de manhã, o primeiro-ministro inaugurou a nova Biblioteca Municipal de Caminha (na foto em baixo), um investimento de cerca de um milhão de euros, que a Câmara conseguiu financiar aproveitando os últimos fundos comunitários disponíveis.

A nova Biblioteca Municipal de Caminha, em pleno centro histórico custou 907.374,73 € + IVA. Foi comparticipada em 85% pelo Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional (FEDER).

Da autoria do arquiteto Nuno Brandão Costa, o projeto da nova Biblioteca de Caminha incluiu a requalificação da casa existente e a construção de um “acrescento”, que o autor denomina de “dissonante”, construído em granito. Assim, na casa, no rés-do-chão, situa-se o átrio e, na parte superior, uma área da sala de leitura. No “acrescento”, no espaço de baixo, foi instalada a sala infantil, com janelas voltadas para o exterior. Na parte superior, fica a parte restante da sala de leitura, tudo em vidro, com varandas que permitem ampliar o espaço, que poderão ser transformadas em salas de leitura durante o verão. O projeto ainda contempla a construção de uma cave que interliga os dois volumes, onde foi construído um auditório.

A obra resulta de uma candidatura apresentada e aprovada pelo Eixo Prioritário III – Valorização e Qualificação Ambiental e Territorial, objetivo específico Rede de Equipamentos Culturais, do Programa Operacional ON.2 – O Novo Norte (Programa Operacional Regional do Norte 2007-2013 (QREN).

BIBLIOTECA CAMINHA

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