Proteção da Floresta: executivo monçanense promove sensibilização nas freguesias

MONÇÃO

0

Durante o mês de fevereiro, a Câmara Municipal de Monção vai promover sessões de sensibilização nas 33 freguesias do concelho (antiga denominação administrativa), comunicando às populações locais as alterações do Sistema Nacional de Defesa da Floresta contra Incêndios introduzidas pela Lei n.º 76/2017, de 17 de agosto, e Lei n.º 114/2017, de 29 de dezembro.

 Neste périplo pelas freguesias do concelho, o autarca local, António Barbosa, far-se-á acompanhar por elementos do gabinete de proteção civil do município, estrutura criada pelo atual executivo municipal. Neste momento, procede-se à calendarização das visitas.

 Com o objetivo de preparar as sessões de sensibilização nas freguesias, realizou-se recentemente uma reunião com os 24 presidentes de junta do concelho, tendo como finalidade auscultar quem atua no terreno e está mais próximo das populações locais.

 “O governo empurrou para as autarquias a responsabilidade de cumprir as recentes alterações legislativas, originando algumas críticas assertivas do poder local. Apesar disso, como responsável pela proteção civil no concelho, tenho a obrigação de cumprir a lei, informando e atuando em conformidade”, referiu o edil António Barbosa.

 MONÇÃO TAMBÉM ARDEU

 Apesar de grande parte dos incêndios terem ocorrido no centro de Portugal, o concelho de Monção também sofreu, e muito, com a propagação imparável das chamas que, inclusive, transpuseram o rio Minho, chegando ao concelho galego de As Neves.

 Além de dois falecimentos indiretos, por inalação de fumo e queda na salvaguarda de alfaias agrícolas, os incêndios, que aconteceram em várias freguesias, resultaram numa área ardida de aproximadamente 5000 hectares, sensivelmente um quarto do território concelhio.

 Iniciados na noite de sábado, 14 de outubro, e terminados na manhã de segunda-feira, 16 de outubro, os fogos destruíram cinco primeiras habitações e 17 segundas habitações. Quatro empresas dedicadas à transformação de madeira e pedra sofreram danos consideráveis.

 Os seculares espigueiros, símbolo da nossa identidade cultural e apego à ruralidade, bem como várias quintas de produção de vinho Alvarinho, economia relevante na nossa terra, Berço do Alvarinho, foram severamente atingidas pela imprevisibilidade das chamas.

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here