PS de Valença critica negócio ruinoso da gestão da água no Alto Minho

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O PS de Valença classificou de “negócio ruinoso” a constituição da Águas do Alto Minho (AdAM), empresa de gestão das redes de água em baixa e de saneamento, pelos prejuízos causados à população do concelho.

Em comunicado enviado às redações, a comissão política concelhia do PS da segunda cidade do distrito de Viana do Castelo aponta responsabilidade à maioria PSD no executivo municipal, atualmente liderada por Manuel Lopes, e ao anterior presidente da autarquia, Jorge Mendes, entretanto eleito deputado à Assembleia da República.

“Com a ajuda da sua vereação, dos seus eleitos na assembleia municipal e dos presidentes de junta que estão a seu lado, o executivo é o responsável por este ruinoso negócio com as águas do Alto Minho, e que prejudica os valencianos e valencianas”, sustenta a concelhia socialista presidida por António Dias.

O presidente da autarquia, Manuel Lopes, escusou-se a comentar as críticas dos socialistas.

“Isso é a opinião do PS. A empresa começou a operar em janeiro, ainda é cedo para se tirarem conclusões”, rematou.

A AdAM é detida em 51% pela Águas de Portugal (AdP) e em 49% por sete municípios do distrito de Viana do Castelo (Arcos de Valdevez (PSD), Caminha (PS), Paredes de Coura (PS), Ponte de Lima (CDS-PP), Valença (PSD), Viana do Castelo (PS) e Vila Nova de Cerveira (Movimento independente PenCe – Pensar Cerveira), que compõem a Comunidade Intermunicipal (CIM) do Alto Minho.

Três concelhos do distrito – Ponte da Barca (PSD), Monção (PSD) e Melgaço (PS) – reprovaram a constituição daquela parceria.

A nova empresa começou a operar em janeiro, “dimensionada para fornecer mais de nove milhões de metros cúbicos de água potável, por ano, a cerca de 107 mil clientes e para recolher e tratar mais de seis milhões de metros cúbicos de água residual, por ano, a cerca de 70 mil clientes”.

Para os socialistas, o executivo municipal “mantém-se alheio à defesa dos interesses” da população que se vê confrontada com “um aumento exponencial do preço da água, ao ponto de superar, o custo médio da água para consumo doméstico – incluindo todos os escalões – que o praticado pelo município de Lisboa onde o rendimento médio por família é muito superior ao nosso”.

“A título de exemplo e para uma fatura, apenas com os custos fixos e, portanto, sem qualquer consumo de água, verifica-se um aumento de 112 %”, refere o PS.

A perda de poder de decisão do município no que cabe à gestão da água e, em especial, ao seu tarifário, e de capacidade de intervenção para reparações de ruturas, são outros dos exemplos apontados pelo PS.

“O PS de Valença, continuará atento e ao lado dos valencianos e das valencianas nesta luta contra aquela que é a decisão que, nas últimas décadas, mais prejuízos causará a todos”, garantiu.

Em abril, o presidente do conselho de administração da AdAM admitiu terem ocorrido erros de faturação nos meses de janeiro e fevereiro e pediu desculpa aos 15 mil consumidores afetados.

Carlos Martins apontou, na altura, o final de maio para a correção daqueles erros, através da emissão de notas de crédito, garantindo que ninguém sairia prejudicado.

“Que fique bem claro, ninguém sairá prejudicado de um processo de que não são culpados. Nós é que nos penalizamos por o ter causado”, afirmou Carlos Martins”, numa conferência de imprensa convocada na sequência da polémica desencadeada na região, na sequência daqueles erros.

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