Quartéis de Santa Justa

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Quartéis de Santa Justa

Quartéis de Santa Justa. Os Quartéis de Santa Justa localizam-se no ponto mais alto do Monte de Santa Justa, em Ponte de Lima (Portugal) e possuem, para além da capela, uma estrutura que, outrora, era um local utilizado como albergue pelos romeiros, caminhantes e peregrinos, intimamente ligados à festa de Santa Justa, conotada como tradição equestre da região.

Vítor Mendes refere que este local, é um excelente exemplo de recuperação dos nossos valores patrimoniais. “Estes Quartéis de Santa Juntas, há poucos anos, estavam abandonados e a Câmara Municipal, considerou que, fazendo parte daquilo que são as nossas memórias, cultura e tradições era fundamental proceder a sua recuperação.

Foi feito aqui um investimento na ordem dos 500 mil euros, a favor do património mas também como empreendimento de turismo de natureza, num espaço magnífico, que é hoje um dos ex-líbris do concelho de Ponte de Lima.

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A requalificação

No dia 19 de julho de 2015, dia da romaria a Santa Justa deu-se a inauguração da remodelação deste espaço. A requalificação dos Quartéis de Santa Justa assentou na construção existente, mantendo as estruturas que caracterizam o local, sendo reconvertido num Centro de Interpretação e Vivência Ativa da Natureza.

Esta recuperação foi da autoria do Município em colaboração com a Comissão da Fábrica da Igreja de S. Pedro de Arcos e a aposta recaiu numa estratégia de qualificação e diversificação, criando um espaço de atração turística, beneficiando da localização geográfica, numa ligação natural e simbólica entre a Área Protegida das Lagoas de Bertiandos e S. Pedro de Arcos e a Serra d´Arga.

A reconversão dos Quartéis de Santa Justa num Centro de Interpretação e Vivência Ativa da Natureza – foi um investimento incluído na operação Pro|Seguindo, aprovada pelo Programa Operacional da Região Norte (ON.2).

O Pro|Seguindo é uma candidatura no âmbito do QREN, promovido pelo Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional.”

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@CARVALHO_ARAUJO_QSJ

O projeto de requalificação aproveitou as instalações e o perímetro murado existentes: a disposição e distribuição programática dos volumes foi preservada e, em termos construtivos, recuperou-se o existente, à exceção da cobertura do edifício principal, que se propôs plana, em chapa metálica, que se prolongou para norte, de forma a proteger um percurso exterior.

No edifício principal mantiveram-se as paredes exteriores existentes em pedra e aproveitaram-se os vãos criados pela distância à cobertura para garantir a entrada de luz natural em toda a fachada norte.

A distribuição programática neste edifício regeu-se pelo mesmo princípio da requalificação: o forno existente foi preservado e deu o mote para a localização da sala de refeições e cozinha, no topo poente do edifício principal; as duas camaratas também tiraram proveito dos compartimentos previamente existentes.

O pavimento em madeira, bem como o plano vertical de rebatimento das camas e o tecto no mesmo material, envolvem todo o espaço, contribuindo, assim, para uma maior sensação de conforto.

No remate a nascente, num volume de dois pisos e perpendicular ao volume anterior, propuseram-se duas suites individuais; no piso inferior, criou-se uma área de arrumos / apoio aos peregrinos e instalações sanitárias públicas.

Na restante área intra-murada, descoberta e sem programa previamente definido, definiu-se a localização de uma área para acampamento, para alturas de maior afluência.

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