RICARDO FERREIRA: Um singular percurso artístico

0

Ricardo Ferreira foi, nos últimos anos — e continua a ser no presente —, a grande revelação artística de Ponte de Lima, no campo do desenho e da pintura, tendo, com a sua chegada às redes sociais, provocado um “tsunami”, com sucessivas “ondas sísmicas artísticas”, que seduzem, numa linha transversal, a generalidade da comunidade limiana.

Em 2018 ocorreu o seu batismo público, junto da população do Alto Minho e da Galiza, que se materializou com o destaque dado na revista Vale Mais, no número de “abril/maio” (uma reportagem e o exclusivo da capa) e com o êxito da sua primeira exposição, realizada em setembro, na Biblioteca Municipal de Ponte de Lima.

Tudo isto, porque Ricardo, nascido em 1961 numa das míticas ruas do centro histórico da “vila realenga”, — a rua Beato Francisco Pacheco, popularmente conhecida por rua de “Dentro da Vila” — passou a pintar as mais luminosas aguarelas, que retratam e celebram através da perfeição da utilização do traço e da genialidade poética da tessitura das cores, os infindáveis ângulos dos idílicos recantos de esplendorosa beleza, do povoado paradisíaco limiano.

Depois do grandioso “banho de multidão” e da vibrante “explosão de afetos”, no ano de 2018, ocasião em que foi apresentado, pela Vale Mais, como “o mestre das cores e dos traços que vestem Ponte de Lima”, Ricardo continuou a surpreender pela quantidade e qualidade das suas telas colocadas nas redes sociais a um ritmo deveras estonteante, qual “poeta à solta”, como diria o Professor Agostinho da Silva.

UM “VULCÃO CRIATIVO”

Nestes dois últimos anos, as suas “competências artísticas” têm vindo a refinar-se em cada uma das suas telas, e, quando “libertou” o seu “vulcão criativo”, a sua performance elevou-se, numa espiral qualitativa que o levou a experimentar novas nuances gráficas, na utilização das formas e dos pigmentos, para nos transmitir valores estéticos gravemente sedutores.

Numa linguagem plástica em que Ricardo vai revelando uma evolução estilística, num movimento técnico-artístico em crescente grau de complexidade, nascem obras de beleza ímpar, marcadas pela sua fina versatilidade estética.

Como dizem João Costa (atual Secretário de Estado Adjunto e da Educação) e João Couvaneiro (Professor da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa), “não há competência sem conhecimento”.

E Ricardo só nos transmite “competências artísticas” porque, de facto, tem “conhecimentos” para tal. No desenho e na pintura, Ricardo domina os processos de aprendizagem e desenvolvimento e as variáveis que conduzem ao “conhecimento artístico”.

Hoje, Ricardo ocupa um lugar ao lado dos maiores aguarelistas.

UM AMOR INCONDICIONAL À SUA TERRA NATAL

Detentor de uma apurada e fértil inteligência criativa, este artista laborioso, lá longe, na sua oficina da Suíça, liberta as amarras do amor incondicional à sua terra natal e da paixão pelo desenho e pela pintura e, num rodopio vertiginoso, oferece-nos obras únicas e imprevisíveis.

São ângulos infinitos da “identidade limiana”; perspetivas improváveis do “espírito de um povo”; ruas antigas sabiamente lajeadas; cantos e recantos de místico bucolismo; casario pitoresco de vetusta cantaria; monumentos lendários que veneram o Lima; figuras, objetos e lugares que fazem parte da intemporalidade simbólica do “espírito do lugar” ― tudo isto é apresentado, magistralmente, pelo fulgor esmerado da “lente” artística e insubmissa deste artista limiano.

Mas quando alguns pensam que as “chamas artísticas” que “ardem” na “floresta criativa” de Ricardo estão em fase de “extinção”, o mestre surpreende-nos e projeta-as, ainda mais flamejantes, para outros registos, através de aguarelas sublimes, em muitos casos tendo como suporte registos fotográficos captados por Isabel da Silva, numa abordagem técnica que não deixa ninguém indiferente.

Diante das mais esplêndidas e encantatórias aguarelas de Ricardo, não há quem não fique encantado ― fatalmente!

RICARDO FERREIRA

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here