ROTARY, MOVIMENTO DE ESPERANÇA

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No ano de 1900, nascia o genial Louis Armstrong e, ao mesmo tempo, um jovem, Paul Percy Harrris de seu nome, abria, em Chicago – USA, um escritório de advocacia.

Porém, ao ver-se demasiado só na grande cidade, começou a sentir a falta de um círculo de bons amigos.

Tem, então, a ideia de formar um clube que recuperasse o espírito da amizade. E, na noite de 23 de Fevereiro de 1905, numa reunião histórica com três amigos, nasceu um clube que tinha como objectivo inicial a melhoria do conhecimento dos homens através da solidariedade.

Foi assim que surgiu o Rotary como Movimento de Esperança.

Durante a formação do Rotary Clube de Chicago, o 1º Clube Rotário do mundo, foi deliberado que “para ser membro, era necessário ser proprietário de um negócio ou fundador de alguma sociedade mercantil e que as reuniões se realizariam nos locais de trabalho, de forma rotativa, com a finalidade de que cada um dos seus membros aumentasse os seus conhecimentos com os demais. Esta forma rotativa de reuniões sugeriu a denominação de Rotary”.

Recorrendo a palavras do próprio Paul Harris, ficamos a saber que “todos eram amigos e amáveis e cada um representava uma vocação diferente. Em alguns aspectos havia visíveis diferenças, pois foram selecionados sem tomar em conta as condições raciais, religiosas e políticas”.

O Movimento Rotário foi-se espalhando por todos os continentes, com excepção dos territórios sob regimes totalitários. Na Península Ibérica foi muito combatido nas décadas de 20 e 30 do século passado, mas, apesar disso, logrou sobrepor-se a campanhas difamatórias e triunfar plenamente.

O primeiro Clube Rotário português foi organizado em Lisboa, em finais de 1925. O 2º surgiu no Porto, em 1930. Depois, foi o crescer dessa admirável semente que ainda não parou de se desenvolver. De referir que o Rotary Clube de Valença nasceu no dia 29 de Abril de 1980.

Como se tem demonstrado, os ideais sonhados por Paul Harris tornaram-se uma imensa vaga espiritual repleta de actividade e de força em todos os recantos do planeta onde se vive a chama da liberdade e do respeito pelo ser humano. Por isso, passados cento e doze anos sobre a feliz inspiração do Ideal de Servir Rotário: “Dar de si antes de pensar em si” ou Mais beneficia quem melhor serve”, todos os rotários devem continuar com a mesma vontade de servir.

No dia 4 de Fevereiro de 1984, uma embaixada de rotários foi recebida pelo então Papa João Paulo II. A sua mensagem de boas-vindas estimulava o rotarismo ao afirmar “que o facto de Rotary se ter difundido por toda a parte e conseguido interessar numerosas pessoas plenamente absorvidas nas suas específicas ocupações, como são os homens de negócios, os de profissão liberal e os expoentes da cultura e do pensamento, é um sinal evidente de que ele soube propor ideais válidos, porque baseados na seriedade e na honestidade, na promoção cultural e no desenvolvimento das relações amistosas. Neste contexto deve ser também salientado o esforço para incrementar nos clubes rotários a abertura aos valores espirituais e o respeito de qualquer opinião. Tem-se gosto em ler no estatuto rotário que o Rotary não é agnóstico em matéria religiosa: ele pede aos seus sócios que sejam sempre coerentes com as suas próprias convicções religiosas e respeitem sinceramente as dos outros”.

Sejamos capazes de “servir” para que não partamos sem deixar algo que nos liberte da lei da morte.

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