Termas do Peso fechadas em época baixa. Percalços no balneário

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As despesas mensais superiores a 30 mil euros fazem com que as Termas do Peso, Melgaço, estejam fechadas (desde outubro) até abril de 2019. Não haverá procura da estância que viabilize a despesa em época baixa.

Estas são propriedade da Cura Aquae, uma empresa em que a Câmara Municipal de Melgaço entra com 51% e o Grupo Pinto da Costa & Carriço com o restante, cabendo, no entanto, a estes a responsabilidades de gestão.

Depois de em julho de 2017 ter sido noticiado o seu arranque, mantendo aberto o balneário e restantes valências, as surpresas começaram a surgir. Viveram-se duas meias épocas que, conforme refere A Voz de Melgaço, foram “sobressaltadas por constantes falhas de equipamentos e uma despesa mensal na ordem dos 30 mil euros para manter os serviços em funcionamento em ‘época ala’”. Há tubos em corrosão, equipamento obsoleto e faturas de peças que nunca chegaram a ser instaladas, referiu a nova gestão citada, este mês, naquele mensário.

A mesma fonte refere que o edifício de boa aparência e tubos inox reluzentes escondia problemas técnicos que empurravam as faturas para valores que surpreenderam os novos gestores, chegando a gastar 8000 euros de gás em quinze dias.

O Bar das Termas foi também a ser gerido pelo mesmo grupo empresarial. Como a concessão “não permite subconcessões”, além dos gestores deste assegurarem que “a pessoa que estava aqui pagava zero” e “deixou-nos dívidas”.

Além disso, “a faturação do Bar, em Setembro, foi de 800 euros. Não paga um funcionário sequer. No mês de Agosto, que é quando há muito mais gente em Melgaço, foi de 2 mil euros.”

Por outro lado, adianta o periódico local, os percalços do balneário e o modo como arrancaram as  duas últimas épocas poderão levar a que a intervenção no antigo hotel do Peso, com projeto apresentado em finais de 2017, não avance com a celeridade que estava prevista. “Se vamos construir o hotel, vamos, se vai ser daqui a um ano ou dois é problema nosso”, reiterou a CEO do Grupo Pinto da Costa & Carriço.

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