VALE MAIS :: Comprometidos com o AMBIENTE

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VALE MAIS :: Comprometidos com o AMBIENTE

Numa altura em que os mass media vivem tempos difíceis, a nossa publicação consegue afirmar-se, consolidar-se e distinguir-se. A VALE MAIS é, desde já, um produto com certificado PEFC, isto é, que cumpre os requisitos de gestão florestal sustentável pelos materiais que é impressa.

Nunca, como agora, as questões climáticas estiveram tanto no centro das preocupações!

Após muitos anos com alertas da comunidade científica e de militantes ambientalistas – face à clara situação de emergência climática a que agora se chegou -, tornou-se evidente à classe política, de uma forma transversal, a necessidade de trazer o assunto para o topo das prioridades. Quiçá a entrar num comboio, o da ecologia, sem conhecer, como deveria, o assunto, os movimentos de defesa do ambiente e os seus objetivos.

Diriam alguns, usando o aforismo popular, de que “só se lembram de Santa Bárbara quando troveja”, enquanto outros citarão o “mais vale tarde do que nunca”. Bem mais grave é o de muita gente que vive em estado de negação, obcecados em servir interesses ligados apenas ao lucro imediato e não se importando de “sacrificar” as gerações mais novas.

Neste momento, há já alterações climáticas irreversíveis e que se começam a verificar com mais frequência, como os fenómenos extremos de calor e seca a par de inundações e furacões. Inclusive em zonas de planeta em que isso era muito raro ou, mesmo, nunca se tendo registado. Os ecossistemas e a biodiversidade estão mais fragilizados, com tudo o que isso implica, nomeadamente, na cadeia alimentar.

ACORDO DE PARIS

As alterações climáticas são, provavelmente, a maior ameaça – ambiental, social e económica – que o planeta, a nossa “casa comum”, enfrenta hoje em dia. Todos temos de dar o contributo para que os objetivos definidos no Acordo de Paris sejam cumpridos. Entre eles, a redução das emissões de dióxido de carbono em 45% até 2030 e que a neutralidade carbónica seja obtida em 2050. Portugal foi, até, o primeiro a assumir esse compromisso.

O Acordo de Paris, do qual os Estados Unidos, de Trump, anunciaram, em 2017, a sua saída, é o primeiro grande compromisso da comunidade internacional na luta contra as alterações climáticas.

Mitigar e Adaptar não podem ser apenas palavras de ordem!

Todavia, passar das palavras às ações não está a ser fácil. As mudanças de hábitos e nos modelos em que a economia se tem vindo a desenvolver, com os seus poderosos lóbis, não faz disso tarefa fácil.

EXTINÇÃO EM MASSA

“Estamos a aproximar-nos de um limite invisível, para lá do qual não há volta a dar”. As palavras são de Greta Thunberg, a jovem ativista sueca que tem sido o rosto de uma juventude corajosa e determinada na defesa do futuro da vida na terra.

Na recente Cimeira da Ação Climática, que decorreu na sede da ONU, em Nova Iorque, perante centenas de chefes de Estado e de governo – notadas, porém, as ausências do Brasil, Japão e Estados Unidos (Trump apenas esteve presentes por breves instantes ) –, lembrou que há pessoas que sofrem e que estão a morrer, ecossistemas inteiros a desaparecer, e que no planeta se está no início de uma extinção em massa

Talvez por isso, esta esteja a ser alvo dos mais torpes ataques da “trumpalhada”. Para isso, valem ‘todo o tipo de mentiras e teorias da conspiração” no menu de desinformação de redes sociais. Ao fim e ao cabo, o seu ativismo está a deixar muita gente importante incomodada. Ainda bem!

Foi um português que convocou esta cimeira e avisou que era para tomar medidas e assumir compromissos. António Guterres é secretário-geral da ONU e destaca-se na luta pelas questões ambientais. É icónica a sua foto em Tuvalu, um dos países da Polinésia que podem desaparecer com a subida do nível do mar, em que aparece com água até aos joelhos. Foi capa da norte-americana Time, uma das mais influentes revistas do mundo, a servir de mote ao título “O nosso planeta a afundar-se”.

SITUAÇÃO EM PORTUGAL

A esse propósito, foi recentemente divulgado o relatório da Agência Portuguesa do Ambiente, organismo tutelado pelo Governo, sobre o estado do Ambiente no nosso país, cujos principais aspetos reproduzimos nesta edição.

Nele se verifica que a dependência energética face ao exterior cresceu, mas tem também aumentado a produção elétrica a partir das energias renováveis (já na ordem dos 55%).

As emissões totais de gases com efeito de estufa diminuíram e está a aumentar a utilização do transporte coletivo de passageiros.  A qualidade do ar é, em termos gerais, boa, mas, a nível do ruído ambiente, sobressai “um preocupante número de pessoas expostas a níveis prejudiciais à saúde, no período noturno”.

Tem aumentado a área agrícola em modo biológico, enquanto se assiste a uma redução da produção de resíduos urbanos. A nível da erosão da linha de costa, no período de 1958-2010, ocorreu uma perda do território nacional na ordem dos 12 km2. Mantém-se, porém, o processo erosivo para o interior em algumas áreas, calculando-se que, nos últimos 18 anos, se tenha registado uma perda na ordem de 1 km2.

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