Valença investe 3,2 Milhões na Escola Básica e Secundária

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Ministro colocando também cimento na "primeira pedra"

As obras de requalificação do complexo escolar da EB 2.3/  de Valença foram adjudicadas por 3,2 milhões de euros e prevê-se a sua conclusão em maio de 2020, ou seja, demorarão cerca de 465 dias. A escola tem cerca de 600 alunos e as aulas continuarão todas a decorrer nos edifícios da mesma durante os trabalhos.

Um investimento em que entram fundos comunitários (85% do montante), o Ministério da Educação e a Câmara Municipal, esta ficando como dona da obra, um projeto do arquiteto António Albuquerque Calvão.

A cerimónia de lançamento da primeira pedra decorreu na tarde desta sexta-feira, dia 8, presidida pelo ministro da Educação, Tiago Brandão Rodrigues. Este aproveitou ainda para visitar a escola, “dar aulas” a duas turmas e participar numa sessão de apresentação da obra.

Conforme assinalou o diretor da escola, José Veríssimo, foi um dia importante para uma unidade de ensino que já leva 34 anos de existência. Este considera que se vai operar uma “requalificação social e pedagógica”, que será um “escola de inclusão e de excelência”.

O presidente da Câmara, Jorge Mendes, professor de profissão e “defensor da escola pública”, era também um homem satisfeito com o empreendimento que agora vai ser levado a cabo, os apoios obtidos, tendo anunciada que a autarquia decidiu assumir as novas competências no âmbito da Educação que o Governo decidiu propor no âmbito da descentralização. Entretretanto, referiu  que já, neste momento, 20% do orçamento municipal é afeto à Educação.

Em declarações à margem, observou que nas avaliações que o Ministério da Educação fazia sobre a qualidade da escolas e o sucesso no ensino, apontava-se como um obstáculo a dispersão dos edifícios e blocos da escola. Esta, lembrou, foi o resultado da agregação de duas escolas a EB 2,3 e a Secundária.

“Na prática, tivemos durante muitos anos duas escolas aa funcionar sob a mesma direção. Os professores do 2º/3º ciclo e secundário nem sempre se encontravam, continuavam cada um com a sua sala de professores, havia uma dispersão que não favorecia o sucesso escolar” – considerou.

Jorge Mendes lembrou que “grande elemento será um edifício central que será aglutinador de todos os outros blocos. Ficamos com um grande auditório, uma grande biblioteca… vai-se melhorar não só o sucesso, mas também o relacionamento diário dos alunos, uns com os outros e com o corpo docente e funcionários. Deverá haver mais unidade, irmandade, […]segurança e arquitetura propicia ao bom ambiente escolar.”

IMÓVEL PARA A APPACDM

Deu conta, ainda, que primeiro se avançará  “com o corpo central e, depois deste concluído, avançaremos para os blocos da EB 2,3. Um deles será para a APPACDM. Ao acabarmos este investimento, vamos ter de dar o apoio a esta para ter uma residência de apoio aos seus utentes, satisfazer uma carência sentida em Valença e na região”.

CADERNO NOVO

Tiago Brandão Rodrigues, ministro da Educação, é oriundo do Alto Minho e isso não o esqueceu de referir na sua intervenção, nomeadamente lembrando que seus pais estudaram no antigo colégio de Valença.

“Esta escola vai ser um caderno novo”, considerou, adiantando que se tratará de uma infraestrutura que ficará pronta para servir bem a comunidade nos próximos 20 a 25 anos.

‘Começamos de requalificação de infraestruturas escolares um pouco por todo o país e que abarcou muitas das escola do Alto Minho. Finalizamos as obras na Escola Secundaria de Ponte de Lima, que estavam interrompidas. Estas aqui surgem do acordo de parceria que fizemos com a Câmara Municipal de Valença que participa neste investimento e é a dona da obra’ – observou à comunicação social.

“Temos agira mais 81 milhões de euros que são servidos também através da reprogramação dos fundos comunitários e está-se neste momento a negociar para que novas escolas, aqui do Alto Minho, possam ser abarcadas.”

“Se é verdade que tivemos um conjunto de 14 diferentes escolas que tem a sua obra concluída, em curso ou estão agora a iniciar a requalificação com aquela assinatura que fizemos em finais de 2016, ainda temos algumas escolas que queremos ver requalificadas”, explicou.

“Este esforço de reprogramação de 81 milhões de euros de fundos comunitários vai-nos também permitir dar uma atenção especial aqui ao Alto Minho e, acredito, que novas escolas poderão ser requalificadas. São três as zonas do país que podem beneficiar destes fundos para infraestruturas escolares: Norte, Centro e Alentejo.”

O ministro anunciou nas próximas semanas deverão existir  “boas noticias relativamente à requalificação de novas infraestruturas escolares aqui no Alto Minho.”

A OBRA

A obra pretende conferir melhores condições gerais de funcionamento, articulação e acessibilidade entre blocos, bem como a melhoria das condições energéticas e estéticas da escola existente, respeitando a construção e a sua memória.

Irá ter um Auditório, Biblioteca, nova cantina, novas salas de informática e interligações entre blocos fechadas.

Será, pois, criado um novo edifício charneira para o complexo que permitirá a nova ligação entre os atuais edifícios do Polivalente e os blocos D, E e F. O complexo acolherá um auditório com capacidade para 120 lugares, uma nova biblioteca e mais salas de aula, com destaque para novas salas de informática. A obra contemplará, ainda, a requalificação de todos os edifícios existentes, bem como das infraestruturas desportivas e espaços verdes envolventes.

O planeamento efetuado visa que, durante as obras, estas causem o mínimo impacto no normal funcionamento das atividades letivas do complexo. Um plano de obra vai regular a intervenção, bloco a bloco, de modo a garantir a continuidade da obra e o normal funcionamento da escola.

A obra é suportada financeiramente pela Câmara Municipal de Valença, com apoios do Norte 2020, através do Plano de Desenvolvimento de Coesão Territorial do Alto Minho e do Governo Português.

ACADEMIA DE MÚSICA
DA FORTALEZA DE VALENÇA

O ministro também visitou as instalações da Academia de Música da Fortaleza de Valença (AMFV), a funcionar no edifício da antiga Alfândega e que este ano letivo recebe, pela primeira vez, financiamento do Ministério da Educação para o ensino artístico especializado da música.

A instituição foi criada em 2013 e homologada em 2014. Todavia, só no início do corrente ano letivo conseguiu obter financiamento do Ministério da Educação para o funcionamento do ensino articulado (alunos que frequentam a escola pública, mas com horários adaptados a puderem frequentar as disciplinas da AMFV).

Tendo como diretora Ivone Ribeiro, é frequentada por 140 alunos, 92 dos quais do ensino articulado.

Um dos seus objetivos é constituir a Orquestra da Eurocidade (Valença-Tui), mas ainda se debate com algumas carências, designadamente aa inexistência de um piano de meia-cauda.

O ministro foi recebido em festa, com a receção pelos dirigentes e alunos, bem como atuação musical. As autoridades locais e regionais marcaram presença, incluindo do Conservatório de Tui.

Na ocasião, Tiago Brandão Rodrigues destacou a importância das atividades artísticas e da música na formação e de reverter uma espécie de secundarização a que estariam votadas no ensino. O governante considerou, mesmo, fundamental a “música no processo de construção do indivíduo”.

Falando perante a comunidade escolar, durante a apresentação das intervenções na escola
Recebendo uma “lembrança” do presidente da Câmara
Alcalde de Tui também subscreveu o documento que fica na “primeira pedra”
Visitando a escola, aqui pelo exterior
Fotografado após uma experiência laboratorial, com alunos, professores e outras autoridades
À conversa com Ivone Ribeiro, diretora da Escola de Música da Fortaleza de Valença (AMFV)
Assistindo a uma prestação de alunos da AMFV

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